sábado, 31 de março de 2007

Primeiro passo de um longo caminho




Conseguido acordo entre líderes Israelitas e Palestinianos com intermediação de Condoleezza Rice

A secretária de Estado Norte-Americana Condoleezza Rice conseguiu um acordo entre o Primeiro-Ministro Israelita e o Presidente da Autoridade Palestiniana. Esse acordo prevê que se realizem encontros regulares entre as duas entidades com vista ao estabelecimento de uma relação de cooperação.

Condoleezza Rice, que está a realizar um périplo pelo Médio Oriente para se encontrar com os líderes dos governos árabes e dessa forma reactivar o processo de paz israelo-árabe, conseguiu um importante acordo entre o Primeiro-Ministro Israelita Ehud Olmert e o Presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas.
Rice classificou o acordo como “Um caminho para a cooperação”, mas admite que este é apenas ainda o primeiro passo de um processo que se advinha longo e muito complexo.
Olmert e Abbas concordaram em encontra-se de 15 em 15 dias para tentarem desbravar o complicado caminho que existe a percorrer para ser atingida a paz no Médio Oriente. A segurança promete dominar a agenda dos primeiros encontros quinzenais.
Fora destas negociações está o governo dos radicais do Hamas que continuam sem renunciar à violência e recusam reconhecer o Estado de Israel. Esses factores são impeditivos do Hamas ser englobado neste tratado, pois os Estados Unidos fizeram saber há já algum tempo, através do conselheiro para a Segurança Nacional do Presidente George W. Bush, Stephen Hadley, que não negoceiam com o novo governo Palestiniano enquanto este continuar com essa postura.
Hadley afirmou que os EUA não dialogam com o Hamas enquanto esse governo não renunciar à violência e não reconhecer Israel. Enquanto os Palestinianos não aceitarem esses fundamentos da paz, estabelecidos pelo Quarteto para o Médio Oriente (Estados Unidos, União Europeia, Nações Unidas e Rússia), não haverá sequer uma aproximação por parte do país governado por Bush.
O Primeiro-Ministro Palestiniano, Ismail Haniyeh, por seu lado reiterou há poucos dias no parlamento o direito dos Palestinianos à resistência, apesar de prometer se esforçar para conseguir a instauração de uma trégua nos confrontos. Haniyeh disse também que o seu governo trabalhará para a “criação de um estado palestiniano independente, gozando de plena soberania nos territórios ocupados em 1967”, sem contudo falar do direito de Israel existir ao lado deste Estado.
Os primeiros passos verdadeiramente importantes para a adopção de um acordo de paz no conflito israelo-árabe foram dados na reunião entre os chefes diplomáticos do mundo árabe, realizada em Riade. Na cimeira ficou decidido ressuscitar um documento já com cinco anos que propõe um plano de acção para se atingir a paz.
Esse documento, que voltou a despertar o interesse do Estado Judaico e dos Estados Unidos, é de inspiração saudita e foi já adoptado em 2002 pela cimeira de Beirute. Este plano foi nessa altura proposto pelo rei Abdallad da Arábia, naquele momento ainda príncipe herdeiro, e prevê o reconhecimento de Israel pelos países árabes em troca de um regresso do Estado hebreu às fronteiras de 1967, a criação de um Estado Palestiniano e a resolução da questão dos refugiados Palestinianos.
A decisão de retomar este plano de paz foi tomada graças à acção de Condoleezza Rice e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que efectuam uma digressão pelo Médio Oriente para tentarem semear a paz naqueles países já com uma longa tradição de conflitos.Muitas dificuldades se prevêem neste processo de paz mas Washington pretende conseguir esse acordo ainda antes do final do actual mandato de George W. Bush

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